5 de January de 2026
/ES/PT/EN/ Statement by the ICOM Regional Alliance for Latin America and the Caribbean (ICOM LAC) on the current situation in the Bolivarian Republic of Venezuela Comunicado, Noticia
/English/
Statement by the ICOM Regional Alliance for Latin America and the Caribbean (ICOM LAC) on the current situation in the Bolivarian Republic of Venezuela
We wish to express our solidarity with the people of Venezuela in the face of this complex and volatile situation. The exercise of authoritarian power, in different regions of the world, is characterised by its disregard for human rights, multilateralism and international law, as well as by the weakening of the principles of mutual respect that should govern relations between States.
ICOM, the organisation to which this Regional Alliance belongs, emerged in the aftermath of one of the most devastating episodes of contemporary history, the Second World War, with the purpose of contributing—through museums—to the reconstruction of understanding among peoples. Since its foundation in 1946, ICOM has consistently upheld respect for human dignity, intercultural dialogue and the protection of cultural heritage, in accordance with the principles enshrined in the Charter of the United Nations (1945), the Universal Declaration of Human Rights (1948), the International Covenants on Human Rights (1966), the Hague Convention for the Protection of Cultural Property in the Event of Armed Conflict (1954), and the fundamental principle of respect for the sovereignty and self-determination of peoples.
From the ICOM Regional Alliance for Latin America and the Caribbean, we reaffirm our commitment to prioritising the peaceful resolution of conflicts, both within and between nations. Such conflicts must be addressed through the mechanisms and guidelines established by multilateral institutions, within the framework of international law and with full respect for human dignity. Disregarding or ignoring these principles weakens coexistence among countries, erodes trust between peoples, and places at risk the integrity of individuals, as well as the preservation of their memories, knowledge systems and cultural expressions.
We reiterate that cultural heritage constitutes a common good of humanity and that its protection is non-negotiable, including—and especially—in contexts of tension or conflict. Museums and cultural institutions must not be instrumentalised, nor should they become collateral victims of political or military disputes.
We make a firm and respectful call upon States to channel conflicts through existing multilateral mechanisms, prioritising dialogue, cooperation and the full respect for human rights.
We also call upon colleagues and museum professionals across the region to foster unity amid diversity of thought. From ICOM LAC, we will continue to advocate for museums as spaces that build pathways towards peace and mutual understanding, ensuring above all the integrity and dignity of people.
Board of Directors
ICOM LAC
5 January 2026
* Translated into English with the support of artificial intelligence.
/Español/
Comunicado de la Alianza Regional ICOM para América Latina y el Caribe (ICOM LAC) sobre la actual situación en la República Bolivariana de Venezuela.
Nos queremos solidarizar con todo el pueblo de Venezuela en esta situación tan compleja y volátil. El ejercicio del poder autoritario, en distintas regiones del mundo, se caracteriza por su desdén hacia los derechos humanos, el multilateralismo y el derecho internacional, así como por el debilitamiento de los principios de respeto mutuo que deben regir las relaciones entre los Estados.
ICOM, organización a la que pertenece esta Alianza Regional, nació tras uno de los episodios más devastadores de la historia contemporánea, la Segunda Guerra Mundial, con el propósito de contribuir, desde los museos, a la reconstrucción del entendimiento entre los pueblos. Desde su fundación en 1946, ICOM ha defendido de manera constante el respeto a la dignidad humana, el diálogo intercultural y la protección del patrimonio cultural, en coherencia con los principios consagrados en la Carta de las Naciones Unidas (1945), la Declaración Universal de los Derechos Humanos (1948), los Pactos Internacionales de Derechos Humanos (1966), la Convención de La Haya para la Protección de los Bienes Culturales en caso de Conflicto Armado (1954), y el principio fundamental del respeto a la soberanía y la autodeterminación de los pueblos.
Desde la Alianza Regional ICOM para América Latina y el Caribe reafirmamos nuestro compromiso con la búsqueda prioritaria de soluciones pacíficas a los conflictos dentro y entre naciones. Estos deben resolverse a través de los mecanismos y lineamientos establecidos por las instituciones multilaterales y en el marco del derecho internacional y el respeto a la dignidad humana. Desconocer o ignorar estos principios debilita la convivencia entre los países, erosiona la confianza entre los pueblos y pone en riesgo la integridad de las personas, así como la preservación de sus memorias, saberes y expresiones culturales.
Reiteramos que el patrimonio cultural constituye un bien común de la humanidad y que su protección no es negociable, incluso (y especialmente) en contextos de tensión o conflicto. Los museos y las instituciones culturales no deben ser instrumentalizados ni convertirse en víctimas colaterales de disputas políticas o militares.
Hacemos un llamado firme y respetuoso a los Estados para que encaucen los conflictos a través de los mecanismos multilaterales existentes, privilegiando el diálogo, la cooperación y el respeto irrestricto a los derechos humanos.
También llamamos a todos los colegas y trabajadores de museos de la región a procurar la unidad en la diversidad de pensamiento. Desde ICOM LAC seguiremos insistiendo en concebir a los museos como lugares que construyen caminos hacia la paz y el entendimiento garantizando la integridad y dignidad de las personas por encima de todo.
Junta Directiva
ICOM LAC
5 de enero del 2026
/Português/
Comunicado da Aliança Regional do ICOM para a América Latina e o Caribe (ICOM LAC) sobre a atual situação na República Bolivariana da Venezuela
Queremos expressar nossa solidariedade a todo o povo da Venezuela diante desta situação tão complexa e volátil. O exercício do poder autoritário, em diferentes regiões do mundo, caracteriza-se pelo desdém aos direitos humanos, ao multilateralismo e ao direito internacional, assim como pelo enfraquecimento dos princípios de respeito mútuo que devem reger as relações entre os Estados.
O ICOM, organização à qual pertence esta Aliança Regional, nasceu após um dos episódios mais devastadores da história contemporânea, a Segunda Guerra Mundial, com o propósito de contribuir, a partir dos museus, para a reconstrução do entendimento entre os povos. Desde sua fundação, em 1946, o ICOM tem defendido de forma constante o respeito à dignidade humana, o diálogo intercultural e a proteção do patrimônio cultural, em consonância com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas (1945), na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), nos Pactos Internacionais de Direitos Humanos (1966), na Convenção da Haia para a Proteção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado (1954) e no princípio fundamental do respeito à soberania e à autodeterminação dos povos.
Desde a Aliança Regional do ICOM para a América Latina e o Caribe, reafirmamos nosso compromisso com a busca prioritária de soluções pacíficas para os conflitos, tanto no âmbito interno quanto entre as nações. Estes devem ser resolvidos por meio dos mecanismos e diretrizes estabelecidos pelas instituições multilaterais, no marco do direito internacional e do respeito à dignidade humana. Ignorar ou desconsiderar esses princípios enfraquece a convivência entre os países, corrói a confiança entre os povos e coloca em risco a integridade das pessoas, assim como a preservação de suas memórias, saberes e expressões culturais.
Reiteramos que o patrimônio cultural constitui um bem comum da humanidade e que sua proteção não é negociável, inclusive — e especialmente — em contextos de tensão ou conflito. Os museus e as instituições culturais não devem ser instrumentalizados nem se tornar vítimas colaterais de disputas políticas ou militares.
Fazemos um apelo firme e respeitoso aos Estados para que conduzam os conflitos por meio dos mecanismos multilaterais existentes, priorizando o diálogo, a cooperação e o respeito irrestrito aos direitos humanos.
Também conclamamos todas e todos os colegas e profissionais de museus da região a promover a unidade na diversidade de pensamento. Desde o ICOM LAC, continuaremos insistindo em conceber os museus como espaços que constroem caminhos para a paz e o entendimento, garantindo acima de tudo a integridade e a dignidade das pessoas.
Diretoria
ICOM LAC
5 de janeiro de 2026