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Aliança Regional do ICOM para a América Latina e o Caribe

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9 de abril de 2026

Declaração do ICOM LAC sobre o uso alarmante de agressão militar, econômica epsicológica no mundo Comunicado, Noticia

A partir da Aliança Regional do ICOM para a América Latina e o Caribe, e de seus 19 Comitês Nacionais, afirmamos que não somos indiferentes ao alarmante aumento dos conflitos e ao enfraquecimento dos mecanismos globais de negociação, bem como do Direito Internacional Humanitário e dos Direitos Humanos. Essa situação coloca em risco a humanidade e, com ela, seu patrimônio e sua memória.

No ICOM LAC, acreditamos firmemente no valor do diálogo e no reconhecimento do outro como igual, com dignidade, direitos e deveres. As palavras continuam sendo uma ferramenta essencial para chamar à razão, resistir à desumanização da vida e evitar a destruição de arquivos, bibliotecas e museus, testemunhos da nossa existência. Preservar a memória e transmiti-la às futuras gerações não é negociável.

Por essas razões, reiteramos os apelos e posicionamentos emitidos pelo ICOM desde 2024, em particular a “Declaração sobre a proteção de arquivos, bibliotecas, museus e sítios patrimoniais em situações de conflitos armados e instabilidade política”, que destaca a responsabilidade coletiva de salvaguardar o patrimônio como parte essencial da memória e da identidade dos povos.

Condenamos a perda de vidas humanas e reafirmamos que a proteção de todas as pessoas deve permanecer como prioridade. Também condenamos os ataques e a destruição de museus, arquivos, bibliotecas e sítios patrimoniais, pois constituem uma parte vital e única da cultura das comunidades afetadas pelos conflitos. Nessas situações de emergência, essas instituições têm demonstrado o papel fundamental que desempenham na salvaguarda do patrimônio cultural material e imaterial e no fortalecimento da coesão social (ICA, ICOM, ICOMOS e IFLA, 2024).

Instamos os governos da nossa região, independentemente de suas posições diante das crises geopolíticas, a defenderem de forma firme a resolução pacífica dos conflitos, o respeito às instituições multilaterais e a proteção do marco universal dos direitos humanos.

Recordamos também o apelo do ICOM a todas as partes envolvidas para que respeitem suas obrigações nos termos da Convenção da Haia de 1954 para a Proteção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado e seus Protocolos, bem como para que cumpram os marcos jurídicos internacionais voltados à salvaguarda do patrimônio cultural (ICOM, 2026).

Manifestamos nossa solidariedade com os milhões de pessoas que hoje sofrem, vivem com medo e enfrentam profunda incerteza. Reiteramos, com humildade, mas com convicção, que não somos indiferentes à sua dor. Embora o futuro geopolítico do mundo não esteja em nossas mãos, como profissionais de museus reconhecemos nossa responsabilidade e nosso potencial como agentes de transformação e promotores de justiça social. Comprometemo-nos a contribuir, a partir do nosso trabalho cotidiano, para a construção de uma cultura de paz.

Nesse espírito, somamo-nos ao chamado do Dia Internacional dos Museus deste ano, “Museus unindo um mundo dividido”, e reafirmamos nossa capacidade e dever de contribuir para unir uma humanidade tão ricamente diversa em torno da paz, da concórdia e do bem comum. Seguiremos construindo essa possibilidade por meio do patrimônio, da memória e dos museus.

Assinado por:
ICOM LAC

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